Conhecendo meu padrinho espiritual – Parte II
Mais seis dias de paz se passaram. Porém, quando chegou o sábado, comecei a sentir uma dor de cabeça alucinante. Sempre tive dores de cabeça, mas em intensidade fraca a média; dessa vez, era uma dor fortíssima, insuportável, que me fez decidir: não vou ao Centro. Minha mãe, ao saber disso, me surpreendeu. Ela, que sempre acreditava que tudo se curava com chás e fitoterápicos, falou de forma firme e brava: “Deixa de frescura, toma uma dipirona e vai ao Centro”. Sempre fui desafiadora das ordens, detestava que alguém me dissesse o que eu tinha que fazer, mas, por algum motivo, só conseguia obedecer à minha mãe. Fui para a minha última consulta em julho, depois de sofrer com aqueles sintomas desde fevereiro. Nessa ocasião, conversei com o caboclo Sete Flechas. Eu estava profundamente grata pela cura que havia alcançado e disse que, se no mundo espiritual eu tivesse me comprometido a trabalhar ali, cumpriria essa missão. Ele respondeu que eu ainda estava doente e precisava esta...