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Mostrando postagens de junho, 2026

Conhecendo meu padrinho espiritual – Parte II

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  Mais seis dias de paz se passaram. Porém, quando chegou o sábado, comecei a sentir uma dor de cabeça alucinante. Sempre tive dores de cabeça, mas em intensidade fraca a média; dessa vez, era uma dor fortíssima, insuportável, que me fez decidir: não vou ao Centro. Minha mãe, ao saber disso, me surpreendeu. Ela, que sempre acreditava que tudo se curava com chás e fitoterápicos, falou de forma firme e brava: “Deixa de frescura, toma uma dipirona e vai ao Centro”. Sempre fui desafiadora das ordens, detestava que alguém me dissesse o que eu tinha que fazer, mas, por algum motivo, só conseguia obedecer à minha mãe. Fui para a minha última consulta em julho, depois de sofrer com aqueles sintomas desde fevereiro. Nessa ocasião, conversei com o caboclo Sete Flechas. Eu estava profundamente grata pela cura que havia alcançado e disse que, se no mundo espiritual eu tivesse me comprometido a trabalhar ali, cumpriria essa missão. Ele respondeu que eu ainda estava doente e precisava esta...

Conhecendo meu padrinho espiritual – Parte I

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Fui direcionada à consulta com o Caboclo Sete Flechas, na época dirigente das sessões de sábado. Para mim, aquela consulta foi um tanto estranha: em vez de falar diretamente comigo, ele se dirigia a entidades invisíveis que, segundo dizia, estavam ao meu lado. Chamava-lhes a atenção, afirmando que não poderiam maltratar meu aparelho físico da forma como estavam fazendo. Realizou então uma espécie de ritual de equilíbrio dos chakra, passando uma pomada amarela e riscando a pemba em várias partes do meu corpo. Ao final, foi muito claro: eu deveria retornar mais duas vezes, pois eram necessárias três consultas para concluir aquele trabalho. Por último, ele me avisou que eu teria desafios maiores ou menores para retornar. Fui embora sem compreender totalmente o que aquilo significava. Naquela semana, vivi os melhores dias depois de muito tempo: seis dias completos sem dor. Havia esperança, finalmente parecia ter encontrado a solução para o meu problema. Contei aos meus pais, e eles sab...

Ainda em busca da cura...

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Naquele momento, eu até me sentia bem, mas no dia seguinte o peso nas pernas voltou. Todas as consultas seguiam o mesmo padrão: caboclos, caboclas, pretos-velhos ou pretas-velhas diziam sempre a mesma coisa: Você é médium, se comprometeu a trabalhar aqui, quando começar vai passar. Muitos guias espirituais comentavam da minha ligação com as crianças. Religiosamente comparecia ao centro, me tornara dependente das consultas, frequentando três vezes na semana para tentar minimizar os sintomas, que por vezes até se intensificavam. Um dia, Ogum Sete Ondas me disse que, se eu não começasse a trabalhar, iria receber minhas entidades em casa, pois minha mediunidade estava “à flor da pele”. O fato é que eu ainda não havia digerido a ideia de ser médium e não queria que me dissessem o que eu tinha que fazer. Marquei uma entrevista com o Presidente do Centro. Na primeira conversa, ele me disse que, caso eu permanecesse em dúvida, poderia marcar outra entrevista com ele. Realmente estava muito...

A primeira vez no chão do terreiro

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  A primeira vez que entrei no terreiro para uma consulta... Preciso dizer que, aos 2 anos de idade, já havia entrado nesse mesmo terreiro como daminha de casamento da minha tia, sem sequer ter sido convidada. Minha mãe conta que eu estava tão bonitinha de vestido branco, tão articulada, que segurei a mão do daminho e improvisei o papel de daminha. Voltando à consulta: ao entrar no terreiro, todos os sintomas se exacerbaram intensamente. Comecei a tremer e minhas mãos e pés ficaram gelados, como se fosse hipotermia... O guia foi muito preciso ao afirmar que eu sou médium e que havia me comprometido a trabalhar neste local antes da minha reencarnação. Segundo o guia espiritual havia chegado a minha hora. Na Umbanda, existe uma prática chamada transporte, que é a capacidade mediúnica de sentir energias negativas em transe e incorporar espíritos ignorantes próximos à pessoa. Às vezes, durante a prática do transporte, o médium incorpora seus guias protetores ou o guia espiritual da...

Pelo amor ou pela dor? Parte III

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  Cheguei em casa e contei aos meus pais que estava com depressão. Minha mãe, já exausta, disse que não queria falar aquilo, mas que parecia ser um problema espiritual. Sugeriu que eu fosse ao Centro Espiritualista, localizado no mesmo prédio onde ela havia sido criada, no orfanato. Devido ao abandono parental do meu avô, minha mãe foi criada em um orfanato desde os 7 anos de idade, onde minha avó materna também viveu até o encerramento das atividades da instituição. Meu pai, por sua vez, era vocalista de um conjunto musical amador que imitava “Os Beatles”. Foi durante os bailes realizados no orfanato que eles se conheceram e, mais tarde, se casaram. O presidente do Centro Espiritualista era amigo de infância da minha mãe, pois ambos haviam sido criados juntos no orfanato. Minha mãe explicou a ele que eu precisava de ajuda e, antes de me consultar com os guias espirituais, realizei uma entrevista com ele. De acordo com o meu relato, o presidente conversou comigo e disse que r...

Pelo amor ou pela dor? Parte II

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  Minha avó paterna era, como se diz hoje em dia, minha “casca de bala”. Ela conseguiu para mim uma consulta com um médico espírita, Dr. Marciano, que cobrava valores muito acessíveis. Fui até lá acompanhada da minha irmã e não dissemos nada sobre nossos problemas. O médico nos atendeu em aparente estado de incorporação e afirmou que eu estava anêmica, tinha colesterol alto, varizes e ansiedade. Prescreveu Iberin Fólico, Alcachofra Composta, Ginkgo Biloba e Passiflora. O mais interessante é que, até hoje, realmente tenho colesterol alto de origem genética, varizes (pélvicas e retais) e ansiedade. Já minha irmã, que sofria de um problema no ouvido, ficou impressionada quando ele retirou uma mecha de cabelo dela e mostrou que ela tinha um problema no ouvido. Saímos de lá muito impressionadas. Foi uma experiência única em nossas vidas. Mas o problema do enorme peso nas pernas não se resolveu. Fiquei muito triste: dormia e, ao acordar, não tinha vontade de levantar da cama. Em apen...

Pelo amor ou pela dor? Parte I

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Bom, penso que agora já vou dar um grande salto para a minha vida adulta. Exatamente no dia do meu aniversário 13 de fevereiro de 2003, quando completei 23 anos, acordei “doente”. Acordei como se tivesse com os tornozelos algemados carregando grilhões bem pesados. Minhas pernas estavam tão pesadas que nem quis sair da cama naquele dia. No dia seguinte, o mesmo peso nas pernas me levou a procurar uma médica de clínica geral. Ela disse que poderia ser falta de vitamina B, responsável por aqueles sintomas. Fiz suplementação por 30 dias, mas não houve melhora. Resolvi então voltar ao médico e, por acaso, o profissional que me atendeu era também cardiologista. Contei que continuava sentindo o peso nas pernas e que a suplementação não havia surtido efeito. Ele perguntou se eu tomava anticoncepcional; respondi que sim. Foi então que me alertou sobre a possibilidade de princípio de trombose venosa profunda e prescreveu varfarina para uso imediato, recomendando também que eu providenciasse um...

Minha porta de entrada no mundo espiritual: Os estudos.

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  Nunca tive religião, embora tenha estudado todo o ensino fundamental em um colégio católico. Apesar disso, não fiz a Primeira Comunhão nem a Crisma. Aos 17 anos, quando entrei na faculdade, conheci um colega cuja mãe era doutrinadora em um Centro Kardecista, e ele mesmo ministrava palestras sobre espiritismo na universidade. Assisti a uma de suas palestras e fiquei maravilhada com aquele universo que se revelava diante de mim, do qual eu não tinha qualquer conhecimento. Ele me convidou para conhecer o Centro Kardecista que frequentava com a mãe. Como ficava muito próximo à minha casa, comecei a frequentar. Havia grupos de estudo dedicados ao Evangelho segundo o Espiritismo , e passei a acompanhá-los. Era fascinante perceber as passagens da Bíblia sob um ponto de vista completamente diferente daquele que eu havia aprendido no colégio católico. Ao final dos estudos, havia o momento de “tomar um passe”. Porém, mesmo com 17 anos, eu ainda sentia medo desse contato com o mundo inv...

Coincidências...

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  Antes de contar propriamente como descobri que era médium, preciso relatar algumas coincidências que talvez não sejam apenas coincidências... Aos 12 anos, eu era uma criança sonâmbula. Todas as noites, minha mãe dizia que eu caminhava pela casa de olhos abertos, mas, na verdade, estava em estado catatônico, como se ainda estivesse dormindo. Durante alguns anos, convivi com o sonambulismo, que se estendeu até parte da minha adolescência... Na minha infância e adolescência, eu já carregava uma forte intuição e uma alta sensibilidade. Pelo menos uma vez ao dia, um tremor me percorria acompanhado de um arrepio nas costas, como se uma presença invisível tivesse acabado de atravessar meu corpo. Muitas vezes percebia acontecimentos antes mesmo de compreender de onde vinham, como se alguém tivesse me contado previamente. De repente, um fato ainda não ocorrido surgia em minha mente. Outro aspecto interessante eram os sonhos espirituais, pois em algumas situações se revelavam ali e, ma...