Ainda em busca da cura...
Naquele
momento, eu até me sentia bem, mas no dia seguinte o peso nas pernas voltou.
Todas as consultas seguiam o mesmo padrão: caboclos, caboclas, pretos-velhos ou
pretas-velhas diziam sempre a mesma coisa: Você é médium, se comprometeu a
trabalhar aqui, quando começar vai passar. Muitos guias espirituais comentavam
da minha ligação com as crianças. Religiosamente comparecia ao centro, me
tornara dependente das consultas, frequentando três vezes na semana para tentar
minimizar os sintomas, que por vezes até se intensificavam.
Um
dia, Ogum Sete Ondas me disse que, se eu não começasse a trabalhar, iria
receber minhas entidades em casa, pois minha mediunidade estava “à flor da
pele”. O fato é que eu ainda não havia digerido a ideia de ser médium e não
queria que me dissessem o que eu tinha que fazer.
Marquei uma entrevista com o Presidente do Centro. Na primeira conversa, ele me disse que, caso eu permanecesse em dúvida, poderia marcar outra entrevista com ele. Realmente estava muito confusa. Seria psicossomático? As dores, o peso nas pernas, as câimbras e os formigamentos desapareciam e depois voltavam ainda mais fortes, o que estava afetando minha mente. Contei a ele que os guias afirmavam: “Você é médium e precisa trabalhar aqui.” O Presidente acrescentou que dessa vez eu consultaria um guia específico, capaz de resolver aquele problema de uma vez por todas.
Na quinta-feira conto mais...

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