Pelo amor ou pela dor? Parte III
Cheguei
em casa e contei aos meus pais que estava com depressão. Minha mãe, já exausta,
disse que não queria falar aquilo, mas que parecia ser um problema espiritual.
Sugeriu que eu fosse ao Centro Espiritualista, localizado no mesmo prédio onde
ela havia sido criada, no orfanato.
Devido
ao abandono parental do meu avô, minha mãe foi criada em um orfanato desde os 7
anos de idade, onde minha avó materna também viveu até o encerramento das
atividades da instituição. Meu pai, por sua vez, era vocalista de um conjunto
musical amador que imitava “Os Beatles”. Foi durante os bailes realizados no
orfanato que eles se conheceram e, mais tarde, se casaram.
O
presidente do Centro Espiritualista era amigo de infância da minha mãe, pois
ambos haviam sido criados juntos no orfanato. Minha mãe explicou a ele que eu
precisava de ajuda e, antes de me consultar com os guias espirituais, realizei
uma entrevista com ele.
De
acordo com o meu relato, o presidente conversou comigo e disse que realmente
parecia que eu estava vivendo a depressão, mas que a doença tinha
características de ordem psicossomática. Pedi que ele me explicasse melhor o
que significava esse termo, já que nunca o havia escutado. Ele explicou que
sentimentos, estresse e traumas emocionais poderiam estar causando ou agravando
sintomas físicos. Recomendou que eu frequentasse o Centro e desejou que eu
encontrasse a ajuda que buscava.
Amanhã conto mais...

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