Minha porta de entrada no mundo espiritual: Os estudos.
Nunca
tive religião, embora tenha estudado todo o ensino fundamental em um colégio
católico. Apesar disso, não fiz a Primeira Comunhão nem a Crisma. Aos 17 anos,
quando entrei na faculdade, conheci um colega cuja mãe era doutrinadora em um
Centro Kardecista, e ele mesmo ministrava palestras sobre espiritismo na
universidade. Assisti a uma de suas palestras e fiquei maravilhada com aquele
universo que se revelava diante de mim, do qual eu não tinha qualquer
conhecimento.
Ele me
convidou para conhecer o Centro Kardecista que frequentava com a mãe. Como
ficava muito próximo à minha casa, comecei a frequentar. Havia grupos de estudo
dedicados ao Evangelho segundo o Espiritismo, e passei a acompanhá-los.
Era fascinante perceber as passagens da Bíblia sob um ponto de vista
completamente diferente daquele que eu havia aprendido no colégio católico.
Ao
final dos estudos, havia o momento de “tomar um passe”. Porém, mesmo com 17
anos, eu ainda sentia medo desse contato com o mundo invisível e, por isso,
saía correndo dos estudos sem receber o passe. Na primeira vez em que
participei dos estudos, fui “salva” por um convite, levaram-me até a loja onde
eram vendidos livros espíritas. Foi lá que comprei meu primeiro exemplar de O
Livro dos Espíritos, que “devorei” em poucos dias. A sensação que tive foi
de que aquela obra esclarecia a maior parte das dúvidas que eu tinha sobre
quase todos os assuntos.
Esse Centro Kardecista tinha como objetivo a solidariedade e promovia campanhas do agasalho e campanhas do quilo. Certa vez, durante um estudo, foi sorteado que eu deveria levar uma lata de extrato de tomate para a campanha. Naquele momento, minha família estava passando por grandes dificuldades financeiras e, em vez de compartilhar que não poderia contribuir, acabei abandonando o grupo de estudos. Mas continuei lendo, sozinha, toda a coleção de Kardec...
Amanhã posto mais...

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