Aprendizados – Parte 2: rituais
Na mesma linha das reflexões
que compartilhei anteriormente, reconheço que existem muitos rituais que podem
ser feitos em preparação para o exercício da mediunidade. Não nego o poder das
ervas aromáticas: por volta dos 25 anos sofri com erisipelas de repetição, e a
avó do meu esposo trazia folhas de pinhão roxo para que eu banhasse minhas
pernas, era um grande alívio e uma demonstração de como a natureza pode ser
instrumento de alívio e cura.
No entanto, para o dia a dia
ajo de forma simples. Não faço jejum nem qualquer tipo de restrição alimentar,
pois já convivo com uma síndrome que limita bastante minha alimentação. Também
não tomo banho de ervas regularmente; vou ao trabalho espiritual limpa com água
e sabonete de glicerina, o que já sinto ser suficiente para manter a higiene
física e espiritual. Quanto ao tabu do sexo, mantenho minhas atividades sexuais
normais e saudáveis com meu esposo, sem me abster de nada. A espiritualidade
não exige repressão, mas sim equilíbrio e respeito.
Mais importante que rituais
externos, tenho muito cuidado com os pensamentos principalmente no dia do
trabalho espiritual, pois são eles podem desestabilizar o equilíbrio dos
chakras. A mente é o primeiro canal de sintonia com o plano espiritual, e
pensamentos elevados funcionam como uma prece contínua. Quando lembro, passo um
perfume de alfazema antes de sair, pois me traz à lembrança das caboclas
Juremas e cria uma atmosfera de serenidade.
Na mesa das Rosas Brancas não
usamos guias, mas ainda guardo com carinho as minhas guias de Umbanda e as
guias da minha querida avó materna, que já partiu para o mundo espiritual. De
vez em quando as uso, seguindo minha intuição de que talvez seja necessário
sentir meus guias mais próximos. Para mim, a guia é um chamado, um instrumento
de aproximação, e sempre penso nela e nos guias espirituais com carinho e
gratidão. A mediunidade não exige sacrifícios físicos extremos, mas sim
constância, humildade e amor ao próximo.
Semana que vem conto mais!

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