Sensações físicas e energéticas na mediunidade
Em mim, a mediunidade sempre
se manifestou por sinais iniciais como mãos frias, arrepios e tremores. No meu
caso, sinto a conexão espiritual na região da nuca. É como se a entidade
projetasse uma energia em direção a localização da minha nuca fazendo espécie
de acoplamento. Essa interação gera uma sintonia vibratória que se manifesta
como um “tranco” ou “solavanco”, acompanhado de alterações físicas como aumento do batimento cardíaco, visão turva e formigamento, culminando na incorporação.
Cada dia no trabalho
espiritual é uma verdadeira “caixinha de surpresa”: há dias em que pareço
transbordar energia e outros em que minha vitalidade se parece muito reduzida.
Essa oscilação é descrita na literatura espírita como natural, pois o médium é
um canal fluídico cuja disponibilidade energética depende de fatores físicos,
emocionais e espirituais. É fundamental ter atenção a esse ponto, pois não é
recomendado exercer a mediunidade quando o corpo físico se encontra doente ou
debilitado, pois o esforço de incorporação, exige uma intensa mobilização de
fluidos vitais, o que pode agravar o estado de saúde do médium e/ou comprometer
a qualidade do trabalho espiritual.
Uma orientação essencial é
cultivar a confiança nos guias espirituais. Ouvir a própria intuição e manter
um diálogo mental com eles, pedindo equilíbrio no uso da energia. A literatura
espírita ressalta que os bons espíritos jamais exigem do médium além de suas
forças e compreendem os limites do corpo físico.
Após os trabalhos mediúnicos,
sempre experimentei um cansaço profundo, em qualquer idade. O sono nesses dias
se assemelha a um estado de “coma”, uma necessidade grande de recomposição
energética. Estudiosos descrevem esse esgotamento como resultado da doação de
fluidos vitais, especialmente o ectoplasma, que é utilizado para auxiliar
espíritos em sofrimento ou para sustentar fenômenos de incorporação.
Semana que vem conto mais...

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