A prática mediúnica
A mesa das Rosas Brancas, na
qual trabalho, é um lugar peculiar. Faz parte de uma casa fundada por um
caboclo e, por isso, sua cúpula espiritual é composta por caboclas(os) e pretas(os)-velhas(os).
Embora tenha um funcionamento muito semelhante ao descrito no livro
Desobsessão, de Chico Xavier e Waldo Vieira, guarda essa característica própria
de origem. A mesa kardecista tem como principal objetivo o esclarecimento de
espíritos em sofrimento, conduzindo-os ao entendimento moral.
O que diferenciava o trabalho
da Umbanda e do Kardecismo em termos de práticas mediúnicas? Na Umbanda, o
transporte mediúnico é o processo pelo qual os guias espirituais utilizam o corpo
e o campo energético do médium, durante a incorporação ritualística que
representa uma doação energética intensa, para deslocar ou encaminhar espíritos
necessitados aos planos astrais de tratamento. No Kardecismo, o espírito
desencarnado em condição de desequilíbrio e sofrimento manifesta-se por meio do
médium psicofônico ou de incorporação. Nesse caso, o médium mantém a lucidez e
a vigilância, evitando se deixar dominar pelo espírito.
Como participei dos dois tipos de trabalho, na minha percepção pessoal notei que, na desobsessão, parece haver uma menor doação de energia fluídica bruta (ectoplasma) por parte do médium. Já na Umbanda, a incorporação se revela mais complexa e intensa, envolvendo uma entrega energética mais ampla e profunda.
Semana que vem conto mais...

Comentários
Postar um comentário